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Elegante

28/08/2009

 

 

Não sei qual é o nome do culpado pela divisão das disciplinas de educação em três vertentes, mas de alguma forma, o conhecimento ficou dividido em ciências biológicas, ciências exatas e ciências humanas. Acho lindo que tudo seja tratado de forma cientifica e organizada mas temo que esta tripartição não tenha sido um bom negócio, especialmente hoje, vendo que duas pernas se desenvolveram e uma ficou atrofiada.

O homem passeia no espaço com robôs e envia imagens ao vivo, com exatidão tecnológica surpreendente. Aqui na Terra, clonam-se seres vivos e as esperanças de cura se renovam com o desenvolvimento de pesquisas com células-tronco.

O tripé do conhecimento desenvolveu pernas longas e bem torneadas para as exatas e biológicas. Infelizmente, com o crescimento das outras duas, a terceira perninha, as ciências humanas, que incluem coisas como a filosofia e a ética, ficou ali, atrofiada e penduradinha como um bilauzinho no inverno.

E isso, tem tudo a ver com a crise humana do mundo atual.

Estamos todos mais grotescos, mais rudes, mais estúpidos. Somos bem informados mas nos tornamos ignorantes. Temos automóveis com GPS , mas dirigimos como trogloditas neuróticos. Viajamos pelo mundo inteiro mas temos preguiça de procurar o baldinho de lixo para jogar o papelzinho da bala. A falta de finesse é geral. Isso tudo, se não for coisa do demo, se não for a prova definitiva de que o projeto ‘ser humano’ não deu certo, só pode ser atribuído à falta de atenção que demos às ciências humanas, justamente aquelas mais sutis, que não dependem de equações, que não se baseiam nas medições matemáticas e não podem ser testadas em laboratório.

Onde está a velha elegância do comportamento humano? Não aquela de quem faz uso correto dos talheres, mas das pessoas que elogiam mais do que criticam, das que escutam mais,  e quando falam, passam longe das fofocas e das maldades.

É possível detectar essa elegância em pessoas que não usam um tom superior quando se dirigem ao frentista, nas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É elegante fazer algo por alguém sem ser necessário dizer o quanto isso lhe custou.

É igualmente elegante não ser espaçoso demais, ter uma visão generosa do mundo e estar nele sem ser arrogante.

Abrir a porta para alguém, dar o lugar para outro sentar, ceder sua vez, oferecer ajuda? "C'est tres elegant"

Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...

Olhar nos olhos ao conversar. Essencialmente elegante.

Falar em tom baixo, é tão elegante quanto educado.

Educação cabe em qualquer bolsinho...e se não usar, enferruja!

 

Vamos fazer uma pausa pra refletir nisso?

 

 

 

 

 

 

 


Escrito por Mel às 15h07 Comentários Envie

Reflexões

14/08/2009

 

 

Acho que agora meu blog está no ar!

 

Tanta coisa aconteceu, não é? Até o Michael Jackson morreu nesse meio de tempo.

Terminei minha faculdade  , minha gata morreu, fiz exames de sangue e deu tudo negativo, até HIV. Fiz também algumas travessuras das boas que não posso contar aqui, aquelas que deixam a gente com sorriso até as orelhas e gostinho de quero mais...

 

O filhão vai muito bem está mais gordinho, o que não significa muito, mas já estou contente com os 59 Kg inéditos. Com essa história de gripe suína, todo mundo de férias esticadas em casa, dormindo até tarde, comendo o dia todo na frente da TV ou do computador, o resultado só podia ser um aumento na balança. Não sei se só a boa vida (caseira) está sendo o motivo de tanta satisfação ou se o coração está batendo mais rápido por alguém.  A mamãe mel não costuma se enganar, acho que tem peixe nessa rede. Telefonemas demoradíssimos, MSN até de madrugada com um “grande amigo”...suspiros e mais suspiros. Efeito borboleta no estômago-

Eu sei que vocês acham que, com tanta abertura que existe entre nós, ele deveria ter me contado, já que sempre tivemos diálogo super aberto. Eu, cá nos meus botões, também acho!

Não vou mentir pra vocês que não estou com uma pontinha de ciúmes, queria que ele me contasse em primeira mão, afinal primeiro namorado é primeiro namorado, oras.

Porém, estou aproveitando para me segurar, corrigir algumas tendências possessivas, e deixar que ele faça suas escolhas sozinho, que curta seu momento tão particular. Quando ele achar oportuno vou estar aberta pra lhe ouvir e claro...fazer duas ou três perguntinhas do tipo- quem ele é? Quantos anos tem? Onde ele mora? É loiro ou moreno, é bonito? Ele estuda onde? Trabalha? Ele mora com os pais?  Coisas básicas não é mesmo? sem contar as mais indiscretas, essas eu deixo pra mais tarde.

Eu já fui muito mais neurótica, não estranhem, estou bem melhor!

É sério, para quem acompanhou o meu blog desde o início , já ouviu histórias de arrepiar os cabelos,inclusive encarei algumas críticas dos leitores na época.  Quem é perfeito? Eu não sou.

Como me considero um ser em constante descoberta e transformação, acho que estaremos sempre descobrindo uma nova faceta da mel.

Não sou mais a mesma que ontem, nem melhor, nem pior...quem sabe mais atrevida.

Mas o que é mesmo ser atrevida? É fazer o que se gosta sem se culpar?

 


Escrito por Mel às 21h18 Comentários Envie


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