Algemas
20/02/2009

Eu gosto de observar o comportamento das pessoas, a maneira de se expressar pelo corpo e principalmente pelo olhar. Num mundo absolutamente liberal como o de hoje, nem se fala mais em revoluções feministas, em direitos igualados, pois tudo isso já faz parte da vida de cada um, naturalmente, como uma conquista já alcançada pelo menos nas grandes cidades.
Já imaginaram épocas passadas onde a mulher tinha que pedir licença para se expressar até dentro de casa? Todo mundo sabe que se lutou muito para conseguir a tal da igualdade de direitos e até hoje ainda existem alguns deslizes, principalmente na área profissional.
Só homens podiam falar em publico, só eles ocupavam cargos de poder, e por aí vai.
Mas voltando ao século XXI (leia-se vinte e um e não xiii), eu abordei aqui logo no início da minha atividade como blogueira um tema bastante interessante, que mostra escancaradamente o quanto o ser humano é complicado.
Eu escrevi sobre o “BDSM”, suas práticas e objetos mais usados, coloquei alguns significados, etc.
Para quem não leu e não conhece nada a respeito, significa ao pé da letra: Bondage, Dominação, Sado Masoquismo.
Existem muitos praticantes, entre curiosos e estudiosos, mais do que vocês possam imaginar, com certeza você já trombou com alguém adepto e nem soube.
Se alguém se interessar, é só me pedir que eu escrevo algo mais aprofundado, pois aqui não deve ter mais o arquivo dos textos antigos, costumam apagar. Simples assim!
Quero falar especificamente da SUBMISSÃO, uma das práticas do BDSM.
Contrariamente a toda essa luta, pessoas se descobrem cada dia mais que são submissas a outras, que gostam e tem prazer em ser dominadas.
Essas pessoas na vida real tem atitudes extremamente controladoras, impositivas, tem necessidade do controle da casa, do trabalho, dos filhos, do marido, mas… na cama necessitam ser “jogadas à parede e chamadas de lagartixa”, só pra usar uma expressão que uma delas já me disse um dia.
Na cama é o único momento em que elas não querem estar no controle. Não verdade nem é querer, é precisar não estar no controle. O prazer da entrega está justamente no ato de ser controlada, e isso acredito que tudo isso vale igualmente para os submissos masculinos.
Os submissos acabam encontrando dentro do BDSM, ou ainda, dentro da filosofia Goreana
(esta trata a submissão mais a fundo ainda, cria uma outra filosofia de vida), uma linha muito sutil onde, através das práticas usadas descobrem uma nova fonte de prazer sexual muito forte e com isso, sentem-se completos e felizes.
Logicamente se os submissos e submissas encontram prazer na entrega, exitem em contrapartida os Dominadores que sentem prazer em dominar, é claro.
Sem querer tirar todo o glamour da fantasia, acho que Domínio e Submissão são faces opostas de uma mesma moeda dentro da fantasia SM. Somos todos masoquistas, uns querendo controlar e outros querendo ser controlados. Não existe sádico nesta fantasia sexual.
O sádico na vida real é quase um psicopata e não está nem um pouco preocupado com o prazer do outro. São os opressores, os torturadores físicos ou psicológicos, que se escondem atrás de papéis socialmente adequados. Este não tem prazer sexual, somente prazer.
É um jogo que só vai adiante se o outro compartilhar, portanto absolutamente controlável no que diz respeito a respeitar os limites de cada um.
Bem, esse assunto é rico demais e eu poderia ficar escrevendo aqui por horas, exemplificando situações aos montes, mas deixo uma indicação de filme que é meu chão nesse universo:
“Secretary” – assistam e façam seus comentários.
| Escrito por Mel às 16h47 | ![]() |
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