ENEM
23/08/2007
Meus queridos estou em falta com vocês para colocar um texto novo aqui, porém vim especialmente para falar de um assunto importante e urgente.
No próximo domingo, dia 26, estará sendo realizado o Exame Nacional do Ensino Médio, mais conhecido como ENEM. Não só alunos do ensino médio podem fazer esse exame, mas também pessoas que desejam ingressar em uma faculdade, pois a nota do ENEM ajuda na média final para classificação dos candidatos.
Bem, meu intuito não foi trazer informações exatamente sobre os benefícios do ENEM, e sim especificamente sobre um questionário que é enviado a cada candidato sobre sua situação sócio-econômica, que deve ser preenchido e entregue no dia do exame. O que me chamou atenção é que existem questões neste formulário que se referem explicitamente ao preconceito de qualquer natureza, inclusive o homossexual.
Na questão nº. 145 perguntam se o candidato já sofreu discriminação sexual; na 151, se já presenciaram algum tipo de descriminação sexual, na questão nº165, perguntam se você se incomoda com os preconceitos.
Na questão 187 e 188 pedem para descrever o que neste momento, mais te preocupa em relação aos preconceitos de qualquer natureza.
Pessoal, estes questionários vão diretamente para o Governo Federal e Ministério da Educação. Consta também a informação de que no ano passado foram mais de 4 milhões de inscritos, os quais devem preencher e entregar esta pesquisa sócio-econômica.
Estamos falando de 4 milhões de estudantes, jovens, que entende muito bem o peso que isso pode ter para conseguirmos avanços em diversos temas ligados à homofobia e violência contra os homossexuais. Acho que todo mundo conhece pelo menos uma pessoa que esteja participando desse exame. Vamos divulgar e pedir para que esses jovens, mesmo não sendo homossexuais, ajudem a diminuir essa discriminação. Os jovens de hoje são muito mais participativos, receptivos e de cabeça aberta para abraçar nossa causa. Tenho certeza, que se divulgarmos com eficiência, chegarão a Brasília 4 milhões de assinaturas “gritando” por justiça!
Beijos a todos.
| Escrito por Mel às 14h08 | ![]() |
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Corpo suado
02/08/2007
Desmoronamos no chão. No mesmo instante senti suas pernas entrelaçarem minha cintura. O cansaço era tanto que me permiti repousar o corpo por um instante. O cheiro, o suor, a adrenalina, os sentidos se misturavam e eu sentia a cabeça girar. Desde que o conheci, não conseguia controlar meus pensamentos. Não, eu nunca havia sentido nada tão forte. Os quadris perfeitamente encaixados se movimentavam vez ou outra e me confundiam ainda mais. Não, não podia ser assim. Tentei lutar, sabia que não resistiria a outro golpe como aquele.
O cheiro, que cheiro bom ele tinha. Cheiro de homem, cheiro de homem forte, que não se dá por vencido nunca. Um cheiro que me embriagava, um cheiro que me levaria à lona em questão de segundos se eu perdesse a concentração. Era tesão. Um tesão de alma, de contemplação, um tesão inevitável e avassalador.
Não podia olhar em seus olhos, eles me denunciariam. Denunciariam toda a minha fraqueza e fragilidade. Como era difícil resistir àquele corpo, aquela pele... Desviei o olhar o quanto pude.
Tudo o que eu queria era me entregar sem resistência, sem medo... Não, aquele não era o local apropriado. Queria acariciá-lo, beijá-lo, sentir a sua língua... Queria que ele me penetrasse, me penetrasse profundamente a carne virgem e latejante.
Um friozinho gelado e entorpecente percorria minha espinha toda vez que seus lábios encostavam no meu pescoço, minhas orelhas... Nossas respirações ofegantes batiam em um só compasso. Uma sincronicidade de sons e gemidos que me faziam enlouquecer de desejo.
Bruscamente ele virou o jogo. Rolamos pelo chão até que ele segurou meus braços com força e ficou em cima de mim. Seu membro roçava minhas partes mais íntimas. Pude senti-lo por completo, pude sentir a espessura, o tamanho, pude imaginá-lo milimétricamente. Imaginei-o desavergonhadamente em minha boca, rijo e cheio de gozo. Minha imaginação me levaria à loucura se tivesse mais tempo. Aquilo precisava acabar logo.
Senti seus dentes em minha orelha. Gritei. Gritei um grito que misturava raiva e prazer. Não, não podia me deixar levar pela emoção, ele não podia fazer isto comigo. Aquilo não era certo. Revidei, revidei como pude às suas agressões. Revidei com dor, com hematomas e ferimentos que, certamente, o tempo não curaria. Revidei com todas as forças que ainda me restavam, até que ele desistiu.
Ao ver aquele homem, o homem que eu desejei, o homem que eu quis pra mim, ao vê-lo prostrado aos meus pés; eu chorei. Chorei como eu nunca havia chorado. Chorei diante de uma multidão que aplaudia, de pé, a minha vitória.
Nada mais seria como antes em minha vida. Ele não sabia, ninguém poderia saber, mas ambos, estávamos diante de uma derrota. Para mim ficou claro que aquele era o nosso último encontro. Era o fim de uma carreira de vitórias. Vitórias que um dia afirmaram a minha masculinidade e que agora me traía. Ele levantou, me abraçou e disse sorrindo:
- Parabéns, meu camarada! Grande luta. Prometo que no ano que vem eu tiro de você este cinturão e recupero meu lugar no pódio.
| Escrito por Mel às 14h41 | ![]() |
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