20/04/2007
Auto Hemoterapia
Nessa terça-feira, procurei um médico, amigo da família, para que nos orientasse sobre o stress e abatimento que anda perseguindo meu filho. Tem estudado exaustivamente cerca de 14 horas por dia, perdeu o apetite, está irritado, tenso, asioso demais. O motivo eu sei...ano de vestibular. Mas tem que se cuidar, eu não dou moleza. Bom, mas papo vai, papo vem, o assunto pairava sobre a qualidade dos profissionais de medicina , os avanços na área, etc etc. Finalmente ele nos entregou um dvd e pediu para assistirmos. Curiosa pra caramba, logo que cheguei em casa, fui conferir do que se tratava.
O assuto era a auto hemoterapia- é um método simples e de baixo custo para o tratamento de várias doenças. Não é nenhuma novidade mirabolante, usa-se aqui no Brasil desde 1940 , apenas não foi talvez tanto divulgada quanto deveria, e os motivos são óbvios: quem se interessa em curar a baixo custo?
A técnica é simples: retira-se o sangue de uma veia e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5ml à 20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o S.R.E(sistema reticulo endotelial). A medula óssea produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de macrófagos. Antes da aplicação do sangue, em média a contagem dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e ao fim de 8h chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a partir a aplicação da auto-hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há sangue no músculo. Os macrófagos quadruplicados conseguem assim destruir corpos estranhos ( tomores, cistos, obstruções em artérias), ou ainda aumentar a defesa do organismo. Quem emprega este método é o Dr. Luiz Moura, e relata vários casos de sucesso . Não sei colocar o link aqui, prometo que vou aprender, mas é só procurar no google pelo nome dele, que vocês acharão tudo detalhadamente.
Curiosamente, no dia seguinte, comentando com meu sogro, ele lembrou-se que em 1960 usou este método indicado por um farmaceutico novato de uma cidade do interior,e realmente sumiram varios nodulos que ele tinha no pescoço. No mesmo dia, ele ouviu uma entrevista sobre o assunto, na radio Jovem Pan e na TV Bandeirantes. Parece que a notícia já se espalhou pelo Brasil, e tem gente já querendo usar até pra dor de barriga! rs
Sabem o que eu pensei e não foi ainda citado? Se este método eleva a imunidade do paciente, por que não usar nos casos de AIDS? Não é cura, mas talvez uma condição de vida melhor, com menos medicamentos, quem sabe... Vale a pena pesquisar e levar a sugestão à seu médico.
PS: A dica é especialmente pra você , Tiago
Um beijo a todos e bom fim de semana!
| Escrito por Mel às 13h17 | ![]() |
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13/04/2007
A mordida da maçã
Maçã esperta que era, desde a semente conhecia a antiga história que recomendava às melhores permanecerem no topo.
De seu recôndito galho - enquanto crescia - observava, analisava e concluía, pois que se faz necessário cautela, antes de aceitar plenamente antigas histórias.
Assim foi que presenciou o moço, que intrépido e valente, galgou ao topo da macieira e, temerariamente alcançando a mais altiva e longínqua das frutas, mordeu-a com avidez incontida. Sentiu o suco escorrer-lhe pelos cantos da boca. A seguir, guspiu-a e exclamou displicente: – Está verde.
As melhores maçãs podem até ser as mais altas, mas nem sempre os melhores homens são os mais valentes.
Observou também a maçã que, madura e redonda, docemente esperava. Agüentando o quanto pôde, certo dia cedeu ao peso da própria maturidade e caiu ao solo. Foi devorada por um porco, que ao acaso ali passava.
Assim sendo , decidiu-se a não estar nem lá nem cá. Manteve-se suculenta e doce, porém acessível, na esperança de ser bem comida.
Belo dia foi colhida por bela e alva moçoila – não sabia que mulheres também comem maçã? A experiência nova foi deliciosamente saboreada e surpresa, a maçã viu que gostou também daqueles finos lábios femininos.
Antes os pequenos lábios de uma dama, que o desdém de um aventureiro, ou a rudeza de um porco.
Ela esperou pacientemente ver o brilho nos olhos de quem a devorasse, todo o prazer contido, ao sentir o toque de lábios, que não importava mais serem de uma dama ou de um cavalheiro. Mas a esperada mordida não veio.
Terminou seus dias num parque de diversões, entre tantas outras, vendida sob o nome genérico de “maçã do amor”.
| Escrito por Mel às 16h39 | ![]() |
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