sssszzzzzz
06/05/2009
SsSsSsSSsS
| Escrito por Mel às 16h44 | ![]() |
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Epahei Inhasã
13/03/2009

Cada um com suas crenças e religiões, eu respeito.
Quero falar hoje um pouquinho sobre a minha, e em especial sobre minha mãe Iansã.
Isso porque além de adorá-la como Orixá, é incrível como suas características dizem tanto sobre minha personalidade!
Vamos lá.
Iansã é uma Deusa ligada à manifestação pura do feminino, Senhora dos ventos e das tempestades (adoro tempestades). Suas corres são, o castanho, o coral, laranja forte, e o vermelho. Seu dia é quarta-feira, sua saudação é êpahei, seu numero é o 9 que é puro movimento, seus elementos são o Ar e o fogo.
Nas cerimônias da Umbanda , Iansã surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, e ao mesmo tempo feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida com que exterioriza sua cólera.
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura - enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.
A mulher-Iansã é o tipo de mulher que está mais voltada para o amor sensual do que para o amor maternal. Ama os filhos, mas consegue maior expressão quando se sente admirada e desejada por um homem, o que geralmente provoca o ciúme e a inveja das outras mulheres.
As filhas de Iansã são mulheres audaciosas, poderosas, autoritárias e dinâmicas, são cheias de iniciativa e determinação. São mulheres que nunca passam despercebidas, pois são combativas, teimosas e temperamentais, mas também podem ser doces e meigas, quando possuem interesse em seduzir algum homem.
É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão.
Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. É irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso. É dona dos movimentos (movimenta todos os Orixás), em algumas casas é também dona do teto da casa, do Ilê.
Iansã é a Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - seu instrumento litúrgico durante as festas, uma chibata feita de rabo de um cavalo atado a um cabo de osso, madeira ou metal.
É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma.
A frase estou apaixonado, tem a presença e a regência de Iansã, que é o orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o ciúme doentio, o fascínio enlouquecido. É a paixão propriamente dita. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado no campo amoroso. Iansã rege o amor forte, violento e o desejo sexual insano.
Deusa da espada do fogo, dona da paixão, da provocação e do ciúme. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria o desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão.
***
Uhuu, essa é a essência da Mel! ( isso é segredo)
| Escrito por Mel às 17h06 | ![]() |
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Sementes boas
03/03/2009

O tempo passa rápido demais e às vezes sinto que eu queria que a velocidade do trem diminuísse para curtir melhor a paisagem.
Mesmo que alguns trechos dessa viagem sejam ruins, há outros que compensam muito e precisamos observar bem cada passagem.
Pelo menos eu, que gosto de meditar e repensar , olhar de outro ângulo e pintar de cor diferente para ver se fica melhor, coisa de doida mesmo!
O fato é, que nesse blá blá blá, meu filho já fez 19 anos e eu nem curti direito trocar as fraldas dele!
Tenho saudade dos trabalhos de escola feitos com papel cartão vermelho cheios de ilustrações e mil detalhes, das compras infindáveis de cartas de Magic, das inúmeras justificativas para ganhar um tênis novo, das coisas de adolescente teimoso que era.
Quando um teimoso quer convencer o outro de que tem razão, a coisa é feia.
Na ânsia de seu ingresso na faculdade, o tempo foi passando muito rápido, os dias nasciam e morriam num piscar de olhos , todos os minutos foram aproveitados para estudar e estudar e estudar e estudar e, es- tudo foi tudo que se tornou a Vida dele.
Ele sonhou com um ideal, buscou a semente no melhor dos canteiros, tratou dela, colocou ingredientes para que ela ficasse forte e plantou em terra fértil. Nasceu...
E agora? Eu estava acostumada a ajudar ele cuidar da semente, mas agora já nasceu a planta!
A gente pensa que vai ficar só regando a terra, colocando adubo e quando vê , está lá uma planta viçosa, verde , fresca, cheia de vida, raízes prontas para estourar o vaso apertado e ir para o chão.
Sim sim, eu sei que a planta também precisa de cuidados , de poda de vez em quando, mas chega ser assustador pensar que .... confesso que tenho vergonha do
que vou dizer , mas não posso ser hipócrita e fingir- tenho medo de perder a minha plantinha!
Eu sempre intitulei isso com letras garrafais de EGOÍSMO. Deve ser, podem chamar do que quiser, mas que os pais (quero dizer mães) sentem pra caramba essas mudanças, sentem. Um dia vocês me entenderão.
É lógico e consciente que queremos o crescimento dos filhos e que eles sejam felizes no mundo, que caminhem sozinhos. Mas não vai me dizer que é fácil criar um ser , amá-lo com todas as suas forças incondicionalmente e deixá-lo voar. Deus quando fez as mães , pegou pesado nessa hora!
Façam só uma comparação bem esdrúxula: imaginem-se amando um parceiro de maneira plena, um amor maior e recíproco. Daí quando está no auge da sua bem vivência você fala para ele que tudo bem , ele pode ir embora fazer sua vida, amar outra pessoa, que você vai estar muito feliz por isso! Isso é coisa de louco, só pode...
Por isso eu disse que o tempo devia passar mais devagar, pra gente se acostumar com as novas fases. Claro que tenho um enorme orgulho do meu filho, de vê-lo realizado colhendo aquilo que ele mesmo plantou.
É delicioso vê-lo devorando tudo o que está aprendendo e sentindo a cada dia que era esse mesmo o seu caminho.
Ontem enquanto o esperava no carro à noite em frente ao Hospital das Clínicas ( eu não ia deixá-lo enfrentar metrô e ônibus depois de 16 horas de faculdade) fiquei pensando na duplicidade das situações:
1-eu , mãe, lá fora esperando um filho sair da escola, quem sabe de bermuda e camiseta, chutando uma latinha de refrigerante jogada na calçada por alguém.
2- Lá dentro do hospital, ele, já um homem (de barba rala, mas é barba) entre outros médicos atendendo um paciente que precisa dos seus cuidados, que precisava tanto de alguém para desabafar e contar a vida complicada que nem se deu conta que sua consulta demorou.
Dá para acreditar?
Morro de orgulho quando me conta que alguns pacientes e médicos residentes já o tratam de doutor! E aliás ele fica muito lindo de jaleco branco!
Pois é, o meu menino cresceu. O nosso rapaz está caminhando com suas próprias pernas e está se saindo bem demais!
A única coisa que resta para essa mãe boba é rezar para que Deus o proteja sempre e torcer de camarote para que ele encontre um amor que o faça muito, muito feliz!
PS
O paciente de ontem, o que despejou sua vida e seus problemas , seus medos e suas intimidades e suas doenças e suas decepções , que foi ouvido por quatro horas atenta e carinhosamente, era um gay. 
Ele precisava de alguém que o ouvisse.
| Escrito por Mel às 14h12 | ![]() |
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Algemas
20/02/2009

Eu gosto de observar o comportamento das pessoas, a maneira de se expressar pelo corpo e principalmente pelo olhar. Num mundo absolutamente liberal como o de hoje, nem se fala mais em revoluções feministas, em direitos igualados, pois tudo isso já faz parte da vida de cada um, naturalmente, como uma conquista já alcançada pelo menos nas grandes cidades.
Já imaginaram épocas passadas onde a mulher tinha que pedir licença para se expressar até dentro de casa? Todo mundo sabe que se lutou muito para conseguir a tal da igualdade de direitos e até hoje ainda existem alguns deslizes, principalmente na área profissional.
Só homens podiam falar em publico, só eles ocupavam cargos de poder, e por aí vai.
Mas voltando ao século XXI (leia-se vinte e um e não xiii), eu abordei aqui logo no início da minha atividade como blogueira um tema bastante interessante, que mostra escancaradamente o quanto o ser humano é complicado.
Eu escrevi sobre o “BDSM”, suas práticas e objetos mais usados, coloquei alguns significados, etc.
Para quem não leu e não conhece nada a respeito, significa ao pé da letra: Bondage, Dominação, Sado Masoquismo.
Existem muitos praticantes, entre curiosos e estudiosos, mais do que vocês possam imaginar, com certeza você já trombou com alguém adepto e nem soube.
Se alguém se interessar, é só me pedir que eu escrevo algo mais aprofundado, pois aqui não deve ter mais o arquivo dos textos antigos, costumam apagar. Simples assim!
Quero falar especificamente da SUBMISSÃO, uma das práticas do BDSM.
Contrariamente a toda essa luta, pessoas se descobrem cada dia mais que são submissas a outras, que gostam e tem prazer em ser dominadas.
Essas pessoas na vida real tem atitudes extremamente controladoras, impositivas, tem necessidade do controle da casa, do trabalho, dos filhos, do marido, mas… na cama necessitam ser “jogadas à parede e chamadas de lagartixa”, só pra usar uma expressão que uma delas já me disse um dia.
Na cama é o único momento em que elas não querem estar no controle. Não verdade nem é querer, é precisar não estar no controle. O prazer da entrega está justamente no ato de ser controlada, e isso acredito que tudo isso vale igualmente para os submissos masculinos.
Os submissos acabam encontrando dentro do BDSM, ou ainda, dentro da filosofia Goreana
(esta trata a submissão mais a fundo ainda, cria uma outra filosofia de vida), uma linha muito sutil onde, através das práticas usadas descobrem uma nova fonte de prazer sexual muito forte e com isso, sentem-se completos e felizes.
Logicamente se os submissos e submissas encontram prazer na entrega, exitem em contrapartida os Dominadores que sentem prazer em dominar, é claro.
Sem querer tirar todo o glamour da fantasia, acho que Domínio e Submissão são faces opostas de uma mesma moeda dentro da fantasia SM. Somos todos masoquistas, uns querendo controlar e outros querendo ser controlados. Não existe sádico nesta fantasia sexual.
O sádico na vida real é quase um psicopata e não está nem um pouco preocupado com o prazer do outro. São os opressores, os torturadores físicos ou psicológicos, que se escondem atrás de papéis socialmente adequados. Este não tem prazer sexual, somente prazer.
É um jogo que só vai adiante se o outro compartilhar, portanto absolutamente controlável no que diz respeito a respeitar os limites de cada um.
Bem, esse assunto é rico demais e eu poderia ficar escrevendo aqui por horas, exemplificando situações aos montes, mas deixo uma indicação de filme que é meu chão nesse universo:
“Secretary” – assistam e façam seus comentários.
| Escrito por Mel às 16h47 | ![]() |
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curtíssima
28/01/2009
Céus, (com assento ou sem acento??)
Faz três séculos –( ai meu deus será que esse caiu?) vamos combinar, eu escrevo como eu quiser tá legal?
Como eu dizia , faz três séculos que não apareço aqui, e nem morri ainda!
Desde o churrasco antes das merecidas férias até hoje, aconteceram tantas coisas que nem eu me lembro de tudo.
Mas nem quero falar desse período por que não foi nada legal, até incêndio eu tive que enfrentar. Sério, pegou fogo onde eu trabalho. Quase que a Mel vira rapadura, hehehe.
Não vou e nem devo me aprofundar em reclamações hoje, estou que nem a “crise”, não sei o porquê de nada, nem pra onde vou.
Só queria mesmo dar um alô para os amigos e dizer que estou com saudades de todos.
Prometo postar algo aproveitável amanhã para vocês.
| Escrito por Mel às 17h57 | ![]() |
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Fim de Ano
19/12/2008
Sinto o cheiro de churrasco que entra pela minha janela...
Esta semana fui assistir a um balé no Teatro Municipal de São Paulo. Fiquei deslumbrada com a arquitetura, a decoração rebuscada, pinturas antigas pelo teto, lustres gigantescos maravilhosos, enfim eu a d o r e i tudo aquilo.
Aquele cheiro de arte e o clima de antiguidade misturados me fascinam demais. Eu fiquei imaginando quantas celebridades do mundo artístico já passaram por lá, quantos sentaram-se no saguão do café e ficaram admirando de olhos parados aquela paisagem. Para quem não sabe, a primeira Semana de Arte Moderna que aconteceu em 1922 foi realizada neste teatro. Vocês podem imaginar o impacto que esse fato repercutiu- num ambiente onde os ilustres Senhores estavam habituados assistir óperas, ser apresentada Arte Moderna!
E foi mais ou menos isso que eu senti, quando esperava ver o clássico "O Lago dos Cisnes" com bailarinas em ponta, com vestidinho de tule armado, cabelos presos no alto da cabeça e rodopiando em toda a sua suavidade, fui pega de surpresa. O espetáculo foi acompanhado de belíssima orquestra tocando o tema de Tchaikovsky, porém o balé era totalmente moderno, sendo quase todo executado no chão, os bailarinos deitados. Foi muito bonito, muito audaz mesmo a mescla do moderno com o clássico. Meu filho também adorou.
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Na volta passamos pela Paulista para ver à noite os efeitos luminosos da decoração de Natal. É IMPERDÌVEL aquele espetáculo a qualquer paulistano! Esta emocionante de tão lindo, e eu indico um passeio a todos que possam dar uma passadinha por lá. O Trianon está com as árvores todas iluminadas, coisa mais linda!
Outro ponto, já não na Paulista, mas que merece ser citado é o colégio arquidiocesano. Vale a pena , está lindo!
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O pessoal está se divertindo , lá fora a musica alta e o cheiro da carne assando sobe...quero um pão francês com vinagrete e lingüiça.
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Nesta semana ainda, eu também tive o encerramento e confraternização do pessoal do Yoga. Gente bacana, simpática e alegre. Meu filho deve voltar no ano que vem. Ele parou por causa do vestibular do ano passado e nesse ano foi corrido demais. Parece que foi ontem que eu comentava aqui sobre as provas da Fuvest. Pois é, ele já vai para o segundo ano, fechou tudo com médias ótimas, a maioria acima de oito e algumas até com dez!
Ah, ele também foi eleito por unanimidade, vice-presidente da Liga da Sífilis, a mais antiga da faculdade. Só não foi como presidente porque precisa ser no mínimo de terceiro ano. Meu garoto me orgulha muito... sempre!
O filhote menor também está me deixando emocionada já desde pequeno. Ontem teve sua primeira apresentação de piano, uma gracinha e muito competente!
Que mãe babaca eu, né?
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Hoje é meu ultimo dia do ano no trabalho, vamos voltar somente dia 5 de janeiro. Enfim férias!
Humm, que nada, vou tirar somente uma semana, depois tenho muita coisa em casa para fazer. Preparativos para a ceia de Ano Novo.
Delícia, adoro toda essa alegria e agitação que está no ar. Mesmo com o dólar alto, a bolsa em queda, que se dane, cada um tem que viver do seu jeito.
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Humm quero mais um pão francês com molhinho e agora com carne, está delicioso.
Eu como bem mesmo, por isso estou gorda como uma baleia, depois ano que vem eu faço regime!
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Bem, se eu tomar um copo de cerveja, não garanto acabar bem este texto.
É melhor ficar com Coca Cola , Mel.
Eu quero desejar um monte de coisas boas para um amigo especial: O Tiago.
Não canso de falar que ele é meu padrinho aqui, que sou Tiaguete e se não fosse por ele,hoje vocês não estariam lendo esse texto meu, nem conheceriam um pouco da história de um jovem gay que tem uma mãe bobona que o aceita e ama incondicionalmente.
Tiago,meu lindo, te desejo toda a paz e harmonia do mundo, um Natal iluminado e que nos dias dos próximos 90 anos você seja muito FELIZ! 
Desejo à todos os amigos deste espaço, aos que deixam recado ou não, aos que lêem apenas e guardam no coração a mensagem, aos que por qualquer motivo eu tenha desagradado, ou não, e ao pessoal do Mix, sem deixar nomes, porque eu cou me esquecer de alguém fatalmente, UM FELIZ NATAL!
Mas FELIZ com F maiúsculo, junto com um abraço DESSE TAMANHO ( mais ou menos a circunferência a terra).
Um beijo bem demorado no rosto de cada um de vocês , e é melhor eu parar por aqui porque eu já to chorando ...
Divirtam-se muito, mas cuidem-se mais ainda!
Beijos 
Mel e Gabi
| Escrito por Mel às 13h47 | ![]() |
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Shangrilá
05/12/2008
Tantas vezes eu sonhei com um mundo diferente.
Um mundo onde as mulheres não fossem azuis e os homens não tivessem asas tão grandes.
Onde as pessoas lembrariam dos nomes e dos rostos umas das outras sem se esforçar.
Como seria o mundo onde os elefantes não voam? Sinceramente não os imagino no chão, parece até engraçado. Eu queria que existisse algo assim, tipo... tipo ar para respirar, vocês sabem o que é isso?
Já imaginei casas umas em cima das outras, como de formigas, mas parecidas com caixas, pois cansei dessas casas submersas na água, isso é muito tedioso, e ver os tubarões e baleias passando pela janela é muito chato.
As crianças não teriam que brincar com ácidos, isso acaba com os brinquedos!
Pois no meu mundo o céu seria azul e as flores coloridas como nos filmes de ficção.
E também choveria água e não brumas, aposto que seria a visão mais linda!
Lá eu não teria que passar horas e horas nas aulas de flutuação, odeio voar no ar, ao invés disso eu teria cadeiras para me sentar, não seria mais confortável?
Ah... comer é tão bom! Mas as pílulas de proteína não fazem digestão direito e os suplementos com anabolizante de sabor banana já enjoei. Já pensei em pesquisar se existiria algo mais natural.
Eu queria inventar algumas coisas, sabe. Coisas simples, como dar as mãos, depois olhar firme e fundo nos olhos dos outros, deve ser lindo, o que vocês acham?
Sim no meu mundo as pessoas iriam se decepcionar com o amor, como acontece aqui, mas jamais desistiriam de encontrá-lo.
Dois mil e tanto...
tenho medo das pessoas não encontrarem tudo o que buscam, de não encontrarem o Homem ...nem o Planeta.
Tenho medo de meus netos e amigos não terem se alimentado de Vida, pois ela cessou antes que eles soubessem o sabor das manhãs, a delícia de uma noite fresca estrelada, o gosto do amor com recheio de felicidade.
Mas deixem isso pra lá, eu acho que estou ficando velha e ranzinza. Ou não?
Vamos crer que o futuro está chegando para escancarar as portas dos corações e mostrar um novo e glorioso tempo onde os homens possam ser mais simples a ponto de saber o que é verdadeiramente Felicidade.
***
| Escrito por Mel às 09h55 | ![]() |
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I-mensi...dão
31/10/2008

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| Escrito por Mel às 16h23 | ![]() |
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Especial do mês
17/10/2008
Uma sensação de euforia sempre toma conta de mim nessa época.
O motivo? Uma coisa super especial: é o meu aniversário!
Amanhã, dia 18 eu faço 48 aninhos. Nossa... quase meio século e mesmo assim eu fico feliz nesse dia, só eu mesmo!
Sempre foi assim, desde pequena eu ficava ansiosa pelo bolo redondo que minha tia fazia de pão-de-ló recheado com leite condensado e ameixa, coberto com uma mistura de chocolate derretido e açúcar que formava uma casquinha durinha deliciosa! As vezes também tinha sanduíche com patê e guaraná. Crianças, quase nunca, sempre cercada de adultos como uma florzinha de estufa.
Quando jovem eu mesma planejava meus aniversários, fazia doces, bolo, quitutes e chamava as amigas do colégio.
Mais tarde, já na faculdade, a coisa era diferente, reuníamos a turma num barzinho ou boate para beber, dançar, etc.etc.
Em outra fase , lugares mais íntimos foram palco da festança com muito champagne... (desta vez sem bolo), sabe como é, quando a gente fica adulta como está sempre em dieta, o bolo já nem é tão importante.
Porém o que eu sempre dei muito valor é pela lembrança, pelos telefonemas recebidos, um cartão, um telegrama, uma rosa, qualquer coisa que sinalizasse que as pessoas lembravam de mim. Pura carência, lógico, mas que eu adoro isso, não posso negar.
Não ligo muito para presentes, fico até sem jeito na hora de abrir o pacote. Aliás, eu nunca sei se se deve abrir na hora ou guardar para ver depois, longe dos convidados, em caso de uma recepção. Eu prefiro sempre abrir depois, sozinha, assim não preciso fazer cara de falsa se acaso não gostar do presentinho. Fala sério, as pessoas não são obrigadas a adivinhar o nosso gosto, nem eu sou exigente, longe disso, mas tem vezes que você recebe uma bolsa verde bordada com borboletas roxas e amarelas que não dá para fazer cara de quem ganhou uma calça da “zoomp”, né!
Eu acho que quando não se conhece o bastante o gosto da pessoa, existem muitas maneiras de presentear, principalmente para mulheres, sem se arriscar a errar muito como por exemplo: uma caixa de bombons, flores, enfeites básicos, kits de banho, livros.
Sinceridade, não ligo para receber presentes, gosto mais de dar.
Existe só uma coisa que me acende o brilho nos olhos, algo bonito que a gente vê num filme e que gostaria de ganhar um dia.
É coisa simples, muito óbvia e que quase toda mulher gosta, mas não posso falar senão perde a graça, tem que ser adivinhado.
Como eu disse, não precisa dar nada, precisa mesmo é lembrar de mim.
Eu fico furiosa se algum parente não lembrar ao menos de dar uma ligadinha, e pode ter certeza que o troco vai ser dado àquela pessoa no próximo ano. (vingativa eu? jamais, rs)
Parece uma idiotice uma pessoa adulta, pra não dizer quase velha, ainda importar-se com isso, mas tenho que confessar para vocês: é a pura verdade.
Eu ainda tenho muito, muito prazer em comprar roupa nova para esse dia, me produzir toda no cabeleireiro para receber amigos e familiares em casa, ou então sair com o maridinho para um jantar romântico.
Amanhã, especialmente, não quero ficar em casa. Quero ir ver o mar a noite, andar descalça na areia molhada da beira da praia, respirar a brisa gostosa e sentir o vento no meu corpo, já não tão novo. Adoro caminhar na praia a noite onde as ondas cobrem meus pés de espuma branca. Quero sentir aquela paz gostosa que só os que admiram o mar sabem como é...quero fechar os olhos e me presentear com a sua energia.

Depois, quero comer peixe num restaurante simples da beira da praia ouvido o barulho do mar e algum moço bonito tocando violão. Quem sabe, esticar a noite numa “baladinha para 2ª idade”, pois ainda não me julgo ser da 3ª idade ( credo)_
Claro que não dispenso o bolo...vou comprar um de chocolate bem cheio de melecas gostosas ( melecas = creme de trufas, chantilly, ganache) . Sim , eu sei fazer bolos ótimos, mas estou com preguiça e eu mereço descansar.
Como vocês podem ver, nessas épocas eu me acho... tanto que resolvi até escrever sobre.
Bem, prometo que comerei um pedaço de bolo a mais pensando em vocês, (e no quanto estarei engordando), comemorando estar juntinho de tanta gente querida.
Espero receber muitos beijos aqui, muitos abraços e aqueles que nunca tem coragem de deixar um comentário, dessa vez, façam uma forcinha , tá?
Vocês não imaginam o quanto são importantes na minha vida, nas minhas descobertas, no meu dia a dia.
Beijos enormes, com direito a um balão colorido.
| Escrito por Mel às 15h01 | ![]() |
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Conversas de MSN
10/10/2008
Eu estava concentrada no meu trabalho, quando um amigo me chamou no MSN.
_ mel você ta ocupada?
_ um pouquinho meu anjo, mas pode falar.
_sabe, eu to meio angustiado, desanimado da vida mesmo.
_mas porquê, o que aconteceu?
_você sabe, é o de sempre... aqui em casa ninguém fala comigo, pareço um estranho, o ambiente ta péssimo.
_você me disse que já tinha falado com seus pais e que a pior fase já tinha passado.
_ sim, sim eu sei, mas o clima ta insuportável, me sinto um peso nas costas deles.
_Caio, isso é você quem está pensando! Eu sei que é difícil, mas tem que dar tempo ao tempo. Seus pais aos poucos irão te entender, te aceitar, eu tenho certeza.
_eu to namorando um carinha Mel, e pensando em sair de casa, ir morar com ele.
_acho legal você estar namorando, muito mesmo. Mas você não acha que é um pouco cedo para pensar em morar juntos? Quantos anos ele tem? Você tem apenas 16 anos!
_ele é um gatinho, tem 23 anos e trabalha no banco, dá pra gente viver.
_ há quanto tempo você conhece ele?
_ faz uns três meses que conheço e dois que estamos namorando, ai mel acho que to amando...
_ hummm, sei
_ eu acho que você é maluco.
_ hihihi lá vem você me dar bronca, tudo bem...eu mereço.
_ merece mesmo! Então num primeiro obstáculo da vida, você pensa em sair fora de casa, e com um carinha que você mal conhece...vão viver de que? De amor?
_ ai, você ta parecendo mãe falando...
_grande novidade!
_ eu acho que você é grande o suficiente para saber o que quer, mas está sendo cego pela paixonite, pensa bem.
Depois de muito papo e tentativas inúteis em fazê-lo ver a realidade eu senti que ele sabia de toda aquela novela, mas não queria enxergar. Fiquei preocupada com ele e com a burrice que poderia cometer.
O Caio é um garoto de 16 anos, de bom coração mas muito teimoso, deixou os estudos cedo , já está enrolado com bebidas e drogas, já conhece a noite e tudo que nela existe de ruim.
A mãe ainda não aceitou, vive chorando pelos cantos e dizendo um monte de bobagens, tadinha.
Interessante como as mães (inclusive eu) adoram incutir um sentimento de culpa nos filhos, né?
Quando ela soube , mandou o garoto se confessar com o padre, são de família bastante religiosa.
O padre, Deus o proteja, disse que o garoto não era errado, era essa a sua natureza e que ela deveria o aceitar. (Fiquei pasma!)
Porém ela continua dizendo que é do interior e que na família não tem nenhum caso assim, o que pode ter acontecido ?
Dizem que se levar no "pisicologu" cura, mas eu não tenho dinheiro pra essas baboseiras...
Um mês depois da conversa pelo MSN, ele saiu mesmo de casa , foi morar com o tal “homem” , como diz a sua mãe.
Tentei por intermédio de amigos dele, acompanhar de longe um pouco como ia a vida do jovem casal: Sexo, drogas, bebida , muita musica e alegria...Vida perfeita!
As coisas caminhavam como eu pressentia : a grana começou a ficar curta, acabou toda a reserva que o Caio levou...a barriga não fica vazia sem doer... as brigas começaram. Com elas começou também a rolar uns tapas na cara do Caio, por ele não trabalhar...
Viram ele mais magro, com cara de doente e com umas manchas roxas pelo corpo...será que são as surras ou está com alguma DST?
Ele tentou pedir dinheiro para a mãe, sem sucesso.
No MSN nunca mais o vi, não têm internet em casa.
...
Passei outro dia em frente da casa da sua mãe, ela está acabada, parece uns 30 anos mais velha, coitada!
...
Os amigos se afastaram por não conseguir ver tanta judiação, mas os pseudo-amigos estão sempre lá nas festinhas ...
Queria tentar fazer alguma coisa, mas não sei o que.
Hoje chegou um e-mail :
“o Caio foi esta noite pro hospital com overdose, não resistiu...
o corpo ainda não foi liberado...quando souber do enterro te informo”
| Escrito por Mel às 12h17 | ![]() |
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Notícias
08/09/2008
Faz tempo que não dou notícias da vida do meu filho, não é mesmo?
No ano passado nessa época eu comentava aqui sobre a sua maratona “vestibulística’” para conseguir uma vaga de medicina na USP.
Pois é, conseguiu!
Depois disso ele amadureceu bastante, aprendeu a se virar sozinho com muitas coisas como transporte, comida, etc. e ficou mais respondão também.
Ele está maravilhado com o curso, adorando tudo e se pensávamos que ia aliviar um pouco sua carga de estudos, nos enganamos totalmente.
Agora o que eu sempre vejo, é um corpo magro jogado no sofá, sem rosto (pois o livro está na frente), rodeado de saquinhos de batata frita vazios pelo chão, papéis de bolacha, chocolates e copos de refrigerante.
Livros que pesam
Além da graduação propriamente dita, ele já participou de três cursos para as ligas da faculdade,sendo que no ultimo foi aprovado para participar da LIGA DA SIFILIS.
Essas tais ligas são formadas por grupos de médicos formados, outros residentes, outros graduandos ainda como é o caso dele. Nela, esses médicos formados ou não, dão atendimento a pacientes com a doença especifica da liga ormando um grupo de especialistas no assunto. Visitam também os pacientes internados, acompanhando o tratamento e seu estado geral.
Na liga da sífilis, incluem-se também casos de Herpes, HIV e outras Dsts.
Vocês podem imaginar o sorriso da mãe bobona quando soube que nesse dias, ele já é chamado de doutor pelos seus pacientes... não é uma gracinha, gente?
Ele já aplica injeção, mede a pressão arterial, tira sangue, faz exames visuais das lesões, aplica remédios no local (vcs já sabem onde), faz a consulta completa. Juro que eu queria ser uma mosquinha pra ficar num canto da sala vendo.
Está fazendo também na prática uma matéria optativa, sobre doenças infecto-contagiosas e com isso, a família toda teve que rever o cartão de vacinação para colocá-lo
Nesta semana ele está de folga em casa, por conta do feriadão de 7 de setembro , e já trouxe uma montanha de livros da biblioteca sobre a AIDS. Ele está interessadíssimo sobre tudo que tem aprendido e lido sobre a doença, tanto que por ver seu interesse , um professor já o convidou para trabalhar na CASA DA AIDS. Ele vai fazer um seminário sobre o assunto nesse mês , está todo empolgado e pensa seriamente em ingressar na casa no próximo ano, se os horários permitirem.
No geral está indo muito bem, aliás um dos melhores da turma mesmo sendo o ultimo a chegar e a neurologia continua sendo a que enche seus olhos de brilho.
Não, ainda não encontrou por lá seu “cara metade” , mas encontrou muita gente sozinha como ele, amigos/as que curtem as mesmas coisas , os mesmos livros no caso.
O importante é que eu sinto que ele está bem, está radiante como uma criança a cada descoberta no curso e recompensado pela satisfação de já ver aplicado uns poucos conhecimentos adquiridos. Ele conta o quanto se sente feliz depois de uma dessas consultas, onde o paciente se desabafa, conta seus problemas, seus temores, seus dilemas e ele pode OUVIR.
Quase sempre os pacientes choram, desabam por estar com o emocional abalado e é gratificante poder dar um abraço de força e esperança.
Este é o nosso futuro médico: o mascote da turma 96 da FMUSP, cheio de vontade de ajudar o próximo!
E aqui é a mãe bobona dele...
| Escrito por Mel às 13h32 | ![]() |
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Banheiro gay... ter ou não ter?
08/08/2008
Outro dia li uma notícia que dizia que uma escola tailandesa construiu sanitários especialmente para seus alunos homossexuais.
O diretor explicava que o numero de adolescentes homossexuais e/ou travestis é bastante significativo naquela escola, e que estas crianças sentiam-se incomodadas quando usavam o banheiro masculino, sendo motivo de piadas, risadas, etc.
Ele entendeu que resolvendo esses desconforto geral poderia, inclusive, refletir no aproveitamento dos estudos.
Pessoas o questionaram se ele não estaria exagerando nesse tipo de atitude, já que se trata de adolescentes que ainda não têm clareza para decidir sua preferência sexual e isso poderia até interferir nessa escolha.
O diretor respondeu que naquele país pode-se notar facilmente a grande população de travestis existente. Disse ainda que ao longo dos seus 35 anos de experiência em ensino, já havia encontrado inúmeros casos de adolescentes que se diziam gays e que nenhum deles mudou de idéia quando se tornaram adultos.
É interessante a gente analisar como são diferentes as realidades para as pessoas nos diversos cantos do mundo.
Em um primeiro momento, eu me entusiasmei muito com a notícia e achei sensacional e corajosa a atitude do diretor!
Logicamente vocês já devem ter passado por isso alguma vez, mas eu fiquei pensando aqui com meus botões: até que ponto o “caso” do banheiro é tão importante para vocês?
A nossa realidade é tão mais preocupante e triste que a notícia passou a parecer irônica!
Será que os nossos meninos de 12-13 anos que estão se descobrindo gays, enfrentam mais problemas dentro de casa com seus pais ou no banheiro da escola?
A gente sabe que é desconfortável receber chacotas de colegas, porém as angustias de um jovem que não se aceita os conflitos de sua mente para entender que ele é diferente das outras pessoas (ditas normais) não se resolvem apenas acionando o botão da descarga.
Sinceramente, na minha maneira de ver, criar um local diferenciado para certo grupo de pessoas, é mais uma maneira de descriminá-las.
Sim, a intenção do diretor foi maravilhosa, mas para nossa realidade, não sei se serviria pra muita coisa não...
Eu acredito e aposto mais na boa educação, na conscientização das crianças de que seus colegas são pessoas iguaizinhas a eles independentemente da maneira como se vestem ou se portam, portando devendo usar sem problema algum o mesmo sanitário.
O preconceito deve ser podado exatamente nessa fase, na escola quando pequenos, para crescerem convivendo com naturalidade ao lado de amigos gays.
Sobretudo amigos, eu creio que o maior incômodo de qualquer jovem (e por que não, de adultos), está no seu conflito interior, e não em fatores externos, mesmos que rotulados de nomes feios como o “preconceito”.
| Escrito por Mel às 17h04 | ![]() |
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Ironia
18/07/2008
Como ironia do destino no ultimo texto eu falava sobre as vovós queridas, como anjos que estão no mundo para nos cuidar e fazer bolinhos deliciosos.
Pois é, um raio caiu sobre minha cabeça e me fez mudar um pouco de opinião...
Está em casa hospedada a vovozinha do meu marido.
Imaginem uma senhora com 92 anos, lúcida, encrenqueira, trêmula, chata, irritante, briguenta, que cria confusão por onde passa! Agora piorem um pouco e estarão apenas chegando perto.
Eu que sou uma pessoa calma e tolerante (para terem uma idéia nunca briguei nem com a minha sogra) estou com problemas de hipertensão, pode!
Ela diz que meu cachorro é dela (pura esclerose), e portando se vê no direito de bater sem motivos no pobre coitado.
Meu filho menor, que está de férias, já foi apelidado de demônio por não sair da frente da TV e vídeo game.
Quando saio todos os dias para o trabalho ouço a “senhorita” dizendo se eu já vou encontrar meus namorados, e que aquilo não é roupa decente para uma mulher casada usar, é um escândalo (mesmo que eu esteja de calça comprida).
A doçura reclama da comida, dos horários, da cama, do barulho que fazem tarde da noite (20h30minh), do meu perfume, da vizinha, etc., etc.
Gente, eu confesso que estava pronta para convidá-la para uma viagem de volta semana passada, quando a infeliz escorregou no banheiro e quebrou o braço!
Agora está bem pior e com o tratamento deverá ficar mais uns 30 dias no mínimo! Eu vou explodir!!!
Sinceramente eu descobri que não tenho o dom de cuidar de velhinhos, muito menos paciência com gente chata e teimosa. Existem pessoas de gênio forte, maneira gentil de dizer “intolerante”, que passam a vida toda sendo assim, e quando a idade chega a coisa piora mais se tornando insuportáveis até para os parentes próximos.
Sempre me disseram que pessoas de idade tornam-se como crianças, agora eu acredito, com a diferença que eu não posso dar uma boa surra!
Bem, deixemos de lado o meu stress, pois já deu para perceber o quanto estou calminha, e não quero passar essa negatividade para vocês.
Cuidem-se enquanto são jovens, sejam equilibrados e coerentes consigo mesmos para não acabarem ficando rabugentos assim.
Ah e já avisei meus filhos que eles vão pagar todos os pecados comigo aos noventa! Hahaha.
Beijos
| Escrito por Mel às 17h30 | ![]() |
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Hortelã e Puejo
04/06/2008

Outro dia vi uma cena linda que me fez lembrar coisas muito especiais e gostosas.
Estava parada no trânsito, esperando uma fila enorme de carros passarem num semáforo quando eu ia para o serviço.
Nesses infindáveis momentos ou a gente fica nervosa e começa já o dia estressada ou arranja algo para distrair-se, o que geralmente faço. Ouço musica, observo a paisagem ao redor, vejo as pessoas apressadas andando na calçada e viajo com minha imaginação.
Vocês já repararam como a gente pode até fazer amigos no trânsito, de tantas horas que passamos nele?
Eu mesma cumprimento um senhorzinho todo santo dia que fica em frente sua casa varrendo a calçada. Não sei o nome dele, nem ele o meu, mas isso não importa.
Num desses dias, o sol já estava brilhando e o calor incomodava antes das oito da manhã. Eu observava uma senhora de seus 60 anos sentada numa cadeira na calçada sob a sombra de uma árvore, com uma criança no colo dando mamadeira.
A criança tinha uns dois aninhos, balançava as perninhas contente da vida no colo da senhora e mamava distraidamente, brincando com a ponta do seu avental. Imaginei ser um dos milhões de casos de avós que cuidam dos netinhos enquanto os filhos (as) vão para o trabalho.
Naqueles instantes olhando aquela cena, lembranças da minha infância vieram à tona, que delícia!
Minha avó levava minha mamadeira de leite com Nescau na cama logo cedinho.
Era ela quem me dava banho, me trocava e levava para escola. Lembro-me ainda das tardes que ela fazia chá quentinho e bolinhos de chuva, (que eu adoro até hoje), enquanto me contava estórias. Parece que sinto ainda o cheiro da comida que ela preparava. Eu ficava observando tudo em cima de uma cadeira ao lado dela dizendo que queria aprender a cozinhar. Dito e feito acho que as lições valeram à pena, pois todos dizem que cozinho muito bem!
Fui criada por aquela mulher de cabelos brancos desde um ano de idade, quando perdi meu pai, até a sua partida, aos meus 18 anos.
Minha mãe trabalhava e não tinha um décimo da paciência de minha avó, e por isso somente ela é quem tinha o mérito de fazer essa menina sempre meio doentinha, comer alguma coisa.
Hoje eu fico pensando, como as avós podem ser criaturas tão doces, tão carinhosas e pacientes, se muitas vezes com seus filhos não eram assim?
Quando éramos crianças quase sempre achávamos mais fácil “enganar” a avó do que a mãe, afinal com sensatez ela sempre fazia nossos gostos! Quem disse que uma avó consegue dar uma surra em um neto?
Já na adolescência a gente pensava que elas eram umas tolas, que não entendiam no nosso moderno, pois eram antiquadas e todos os conselhos seriam inúteis.
-“tome cuidado pra atravessar a avenida, olhe dos dois lados”
-“leva o guarda-chuva e ponha um agasalho porque o tempo vai mudar” em plena manhã de sol, soavam como uma piada de mau gosto e a gente nem dava a mínima... depois quando a profecia se concretizava era gripe na certa.
E advinha quem que curava a gripe com chá de hortelã e puejo?
Bem, eu poderia relatar aqui infindáveis e deliciosos casos como esses que fariam brotar em nossa cabeça uma saudade enorme daqueles bons tempos! Tempo e pular na cama e fazer guerrinha de travesseiros, tempo de comer pipoca à tarde vendo TV, de correr no quintal estragando as flores que ela plantava, de comer doce de leite com o dedo na tigela, de brincar na água da bacia enquanto a roupa estava sendo lavada... coisas simples que marcam a vida da gente.
Somente depois de adultos é que percebemos o quanto esses seres dotados de magia são realmente especias e sábios.
É nessa fase que nos inspiramos nas lições que eles nos passaram, e muitas vezes já é tarde demais.
E a vida se renova, se repete...e eu percebo a sabedoria , a visão dos avós dos meus filhos, que enxergam de longe coisas que a mim passariam despercebidas!
Onde foi mesmo que esquecemos e nos distanciamos desses velhos amigos?
| Escrito por Mel às 15h06 | ![]() |
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Amigos, enfim.
20/05/2008

Será fanatismo? Coisa de mulher bobona... pode ser!
O fato é que quando eu cismo com uma pessoa, positivamente claro, é difícil me enganar.
Existia algo no olhar dele que me chamava atenção, aquelas coisas que eu diria que vem de vidas passadas talvez, ou quem sabe , estou pirando!
Sei lá isso não importa, o que eu sentia era vontade de conhecer o rapaz, dar um super abraço e pronto.
No fundo eu sabia de onde vinha aquela grata simpatia, e isso bastava para transbordar o meu carinho.
Bem, sem mais rodeios ficou marcado para sábado a grande visita, e eu nervosa aprontei tudo nos mínimos detalhes.
Fiz sobremesas deliciosas que já sabia de antemão eram as suas prediletas e servi um chá da tarde, com pães, biscoitos e frios. Enfeitei tudo com flores, coloquei uma toalha de renda branca e escolhi minha melhor louça de porcelana.
Modéstia a parte, estava lindo! Digno do meu amigo.
Estou tentando extravasar um pouco e mostrar para vocês toda a emoção que senti por receber uma pessoa querida, simplesmente querida, que sequer conhecia além do seu perfil no orkut.
Ele é um amor de pessoa, lindo, simpático, gentil, educado, culto, divertido, amável e tantos outros predicados mais eu poderia citar se quisesse ser puxa saco, mas é a pura verdade. Conversamos a tarde toda descontraídamente e nem vi o tempo passar, foi uma delícia conhecer esta pessoa de mente aberta e constatar o que eu já previa.
Eu desejei fazer uma homenagem à ele e ao mesmo tempo mostrar meu pequeno trabalho aqui nesse cantinho do meu mundo, mas.... vieram-me à tona as mesmas barreiras que imagino todos vocês esbarram.
O que ele vai pensar?
Uma homenagem num site gay? (se bem que o olhar dele não me enganou nem um pouco)
O que eu estaria fazendo aqui? Tenho o direito de expor a sexualidade do meu filho desta maneira?
Confesso que travei frente aos preconceitos ou confusões que poderiam surgir, ou quem sabe não...
Assim como vocês, também senti o peso da falta de naturalidade em lidar com a homossexualidade.
Sim eu sinto vontade à vezes de contar para algumas pessoas sobre meu filho, outras prefiro que ignorem.
No meu caso , além do fato de correr riscos de ouvir besteiras por conta do puro preconceito, não me sinto no direito de invadir ou interferir nas decisões do meu filho, trata-se de algo que não é meu!
É triste isso, querer jogar aberto e não poder... é triste saber que para vocês deve ser pior ainda essa sensação.
Em todo caso, como eu não gosto de passar vontade (quando quero uma coisa ninguém me segura), resolvi escrever e homenagear este e tantos outros queridos anônimos, pseudônimos e heterônimos que pela vida encontrei.
Não importam os nomes e sim que sinto um amor imenso por aqueles que chamo de AMIGOS e que faço questão absoluta de tê-los sempre bem perto de mim!
Beijos aos montes.
PS: Em especial para você!
| Escrito por Mel às 14h27 | ![]() |
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